
Na definição de Fritjof Capra, físico e escritor austríaco: "Redes sociais são redes de comunicação que envolvem a linguagem simbólica, os limites culturais e as relações de poder".
As redes sociais são formas de representação dos relacionamentos afetivos ou profissionais dos seres entre si ou entre seus agrupamentos de interesses mútuos. As redes sociais agregam pessoas que possuem interesses e objetivo em comum e também valores a serem compartilhados. Formam-se comunidades estruturadas, grupos de discussão, fanzines, admiradores, seguidores, usuários, consumidores, clientes e todos os agrupamentos com afinidades e que possuem identidades
semelhantes.
As redes sociais estão hoje instaladas principalmente na internet e via mobile devido ao fato desta possibilitar uma aceleração e ampla maneira das idéias serem divulgadas e da absorção de novos elementos em busca de algo em comum.
Essa formação de redes sociais permite que se realize trabalhos profissionais de marketing e outros que não dependam dos meios tradicionais de levantamento de dados e informações. Nesse ambiente o usuário agrega-se voluntariamente e permite que seus dados, informações e opiniões sejam compartilhados. É um campo extraordinário para obter informações verdadeiras sobre o comportamento, gosto, ponto de vista, opinião, e etc sobre o que cada um realmente pensa e
interage individualmente e com seu nicho. É o estado da arte para que empresas e atividades relacionadas a propaganda e marketing que realizam campanhas com alto grau de precisão, empresas aplicam o CRM correto para tratar os consumidores, pesquisas orientadas, métricas de quaisquer natureza, recebimento de feedbacks, pesquisas orientadas, campanhas orientadas, escutar o que o consumidor quer, pensa e age.
Uma revolução silenciosa contra as tradicionais mídias, que rapidamente trataram de pegar uma carona nesse segmento de alto poder de criticidade e canal de propaganda "boca a boca". Quando vemos www.nytimes.com/twitter, cnn.com/facebook, http://twitter.com/ford, http://twitter.com/whitehouse, e etc; percebe-se que as redes sociais, são inexoráveis, interativas, fazedoras de opinião e que vieram para mudar as relações pessoais e profissionais no mundo. Eu tenho a ousadia de dizer que deverá existir uma medida cronológica "antes" e "depois" das redes sociais!
Pelo foco do mercado de propaganda e marketing esse agrupamento de pessoas com afinidades sob a égide do marketing de permissão é o terreno a se conquistar, ou seja, as redes sociais são a união do marketing de permissão com a transformação do consumidor em propagador de sua marca. E o processo revolucionário da fuga das ações de marketing de interrupção tradicionais é fazer com que o consumidor venda sua marca, o seu produto. Tudo isso é possível graças a essa relação fecunda entre as mídias sociais, marketing de permissão e os celulares; porque nas mídias sociais as pessoas só seguem quem fala sobre assuntos do seu interesse.
Elas escolhem com quais empresas querem se relacionar e estabelecem alguma interatividade. E se elas se interessam pelo seu conteúdo e têm carinho pela sua marca, elas repassam suas informações, criando propaganda "boca a boca positiva". Isso é impossível de fazer com a mídia tradicional sem muito esforço e com alto custo.
O Brasil é considerado um fenômeno no mundo quando se fala em uso da internet e celulares. No raking de uso da Internet possuímos o recorde de horas de navegação, primeiro na utilização do Orkut, segundo no uso do Twitter, terceiro quando se fala em Facebook. Os blogs são lidos por 75% dos internautas brasileiros, onde trocam opiniões sobre produtos e serviços. Sendo que dos 70 milhões de usuários da internet, correspondentes a 65% não tem acesso próprio de banda larga, utilizando a internet no ambiente de trabalho, e em Lan's Houses. Esse cenário é único e não se reproduz em nenhuma parte do planeta.
Em relação aos 190 milhões de celulares ativos hoje no Brasil, temos 80% das linhas pré-pagas e dão lucro para as operadoras de telefonia móvel, aqui entre nós coisa rara no Mundo. Nesse universo, 90% dos consumidores que recebem SMS, os lêem, a maioria responde positivamente aos chamados torpedos. O consumidor brasileiro realmente adota hoje a web e o celular como meios de comunicação. Com isso, a Internet aliada aos celulares, está ganhando cada vez mais tempo dos clientes em relação à outras mídias, como a televisão, rádio e jornal por exemplo.
Como meio de sobrevivência e de forma a estabelecer boas relações com novos clientes e manter os consumidores conquistados, empresas devem adotar as redes sociais como laboratórios avançados, campo de pesquisas, CRM , marketing de permissão, e principalmente saber o que os consumidores desejam. Além de se atingir um público altamente segmentado para apresentar a atividade fim (produto ou serviço); existe a oportunidade de ser divulgado para pessoas formadoras de opinião que exercerão sua influência sobre as outras, criando assim desejo para com a sua marca.
Mais do que nunca as empresas devem planejar ações dentro da rede social, trabalhando suas marcas nos principais canais, exatamente onde seu público alvo está, de forma a estimular potenciais clientes a conhecer e divulgar seu brand. Sob esse prisma pode-se também aproveitar as mídias sociais para aumentar o volume de seu banco de dados. Basta perguntar aos seus seguidores se eles desejam receber seus informativos por e-mail e o uso extensivo do SMS fazendo OPT IN; pois a mobilidade
oferecida pelos celulares como canal de comunicação é imbatível se comparada aos meios normais como newslleter, carta, mailing, folder, e etc.
O SMS também vira ferramenta essencial de comunicação entre as redes sociais. Existem hoje ferramentas de comunicação entre os sites de redes sociais e os celulares que proveem total interatividade com muita facilidade. Os consumidores postam mensagens e recebem somente o que querem nos celulares via SMS.
Um excelente exemplo é o Twitter2SMS, o novo aplicativo do Mobile Pronto (http://www.mobilepronto.org). Essa ferramenta amigável permite a total interação entre o Twitter e seus usuários. Com as informações adquiridas nas redes sociais, as empresas conseguem dados valiosos para segmentar melhor seu público, podendo assim, abordar cada um de forma mais personalizada.
Finalizando, as redes sociais vieram para ficar e mudar todo relacionamento entre empresas e consumidores. A abordagem de propaganda e marketing que não considerava a interatividade com os consumidores desta forma está com os seus dias contados. Os consumidores de hoje ajudam a desenvolver a noticia enviando vídeos e fotos para a mídia e redes sociais, não aceitam participar de nenhuma pesquisa sem o marketing de permissão, utilizam o celular como extensão do corpo, se comunicam muito mais recebendo e enviando mensagens de texto SMS, bloqueiam o que não querem na Web, e fazem a velha e boa propaganda “boca a boca” renascer usando tecnologia de ponta.
Quem sobreviver e disfrutar deste momento atual do mercado será capaz de marcar a história entre o "antes" e "depois" das redes sociais.






